Segundo dia de “não” dos banqueiros e reação está marcada

18 09 2008
Banqueiros afirmaram não ter números para debater nova formulação para PLR. Disseram não para reajuste maior nos vales alimentação e refeição, para o PCS e para o fim das metas abusivas.

São Paulo - Mais uma vez não, não e não. Apesar de ter sido anunciado para esta quarta-feira, dia 17, o debate sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os banqueiros encerraram a rodada de negociação sobre o tema dizendo que não tinham números para discutir a nova formulação proposta pelo Sindicato, que quer simplificar a regra com o pagamento de três salários mais R$ 3,5 mil.

Para as demais cláusulas econômicas, os banqueiros variaram entre o “não” e o “fica para a próxima rodada”, que será dia 24 de setembro. Os negociadores da federação dos bancos (Fenaban) ficaram de apresentar propostas para o índice de reajuste salarial, piso, PLR e para o que chamam de benefícios. No entanto, já avisaram que não pretendem pagar reajuste maior nos vales refeição e alimentação, conforme reivindicado pelos bancários.

“Foi um debate duro, demonstramos que os valores estão defasados e poderiam ser melhorados, mas a má vontade e o ‘não’ imperaram”, conta o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, que faz parte do Comando Nacional dos Bancários que negocia com a Fenaban.

PCS – Outro “não” veio para o plano de cargos e salários (PCS). Os banqueiros disseram que os bancos têm gestões competentes e não precisam do Sindicato. De acordo com os negociadores da Fenaban, as instituições financeiras têm carreiras rápidas e de longo prazo. Essa informação, no entanto, contraria dados que mostram a alta rotatividade do setor e os próprios trabalhadores, que apontaram a criação do PCS como uma das prioridades da campanha.

“Os banqueiros parecem não saber o que acontece nas suas empresas”, afirma Marcolino. “Mostramos a importância de montar um plano de crescimento profissional, mas eles não concordaram. As empresas que querem valorizar seus funcionários já negociam com o Sindicato.”

Metas – Os banqueiros não quiseram debater a cláusula que visa acabar com as metas abusivas nos bancos. Para eles, as metas não são abusivas e o tema deve ser tratado no programa de combate ao assédio moral. “Não deixa de ser uma maneira de os banqueiros reconhecerem que as metas, então, são causa de assédio moral”, destaca Marcolino.

“Bancários e Sindicato sabem, as metas abusivas existem e adoecem os trabalhadores. Esse é um problema importante que merece tanta atenção quanto o reajuste salarial e no dia 24 vamos continuar cobrando solução”, completa o presidente do Sindicato.

Calendário – As últimas rodadas de negociação evidenciaram a má vontade dos banqueiros. A resposta dos trabalhadores tem que vir na forma de mobilização.

Acompanhe o calendário de luta e participe dos atos promovidos pelo Sindicato.

Após o Dia Nacional de Luta, em 25 de setembro, serão realizadas assembléias em todo o Brasil para decidir sobre a realização de greve por tempo indeterminado, caso as negociações não avancem.

Campanha Nacional 2008
Calendário de mobilizações e negociações
Data
Atividade
19 de setembro
Negociação específica
com a Caixa Federal
22 a 29 de setembro
Semana de paralisação

23 de setembro

Negociação específica
com o Banco do Brasil
24 de setembro
Negociações com a Fenaban e específica
com o Banco do Brasil
25 de setembro
Dia Nacional de Luta
26 de setembro
Negociação específica
com a Caixa Federal

Fonte: http://www.spbancarios.com.br/

Postado por Erismar Carvalho, às 11h24.





Debate sobre anencefalia gera polêmica no STF

18 09 2008

 

A quarta e última audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) para debater o aborto de fetos com anencefalia foi marcada por ânimos acirrados. Favoráveis e críticos à interrupção da gravidez nesse caso defenderam com fervor seus pontos de vista. Como nos três debates anteriores, o ministro Marco Aurélio Mello presidiu a sessão. Apesar de na primeira audiência, em agosto, ter previsto que o julgamento ocorreria até novembro, Mello não descartou o adiamento da questão no Supremo e evitou falar em datas. “Não há pressa nesse julgamento”, afirmou.

A ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, defendeu a necessidade de revisão da legislação punitiva e ponderou que o Código Penal foi elaborado em uma época em que não havia a possibilidade de se fazer o diagnóstico precoce na anencefalia. “O Código Penal é de 1940, e a ultra-sonografia é de 1976”, lembrou. Na avaliação da ministra, a decisão do aborto nesse caso deve ser tomada pela mulher e diz respeito a cada pessoa.

O subprocurador Mário Gisi, que participou de todas as audiências, também se manifestou favorável ao direito de escolha das mulheres e disse que a Procuradoria-Geral da República poderá rever o primeiro parecer, de 2004, do então procurador geral Cláudio Fonteles, contrário à interrupção da gravidez nesses casos.

Por sua vez, a médica Elizabeth Kipman Cerqueira alertou para os riscos da antecipação do parto. “O aborto provocado também traz, segundo trabalhos internacionais, conseqüências a curto e a longo prazos”, disse. A exposição da médica provocou um embate com o advogado da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS), Luís Roberto Barroso, que pediu para Cerqueira mostrar as pesquisas às quais se referia. “Na verdade não há estatísticas sobre isso e, portanto, estamos no plano do achar”, disse Barroso.

Matéria completa: http://www.paraiba.com.br/

Postado por Erismar Carvalho, às 11h17.





Brasil deve produzir genérico contra aids em 2009

18 09 2008

O Brasil vai começar a produzir o anti-retroviral Efavirenz no primeiro semestre do ano que vem. A Fundação Oswaldo Cruz protocolou hoje na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido do registro da versão genérica do medicamento, cuja patente foi quebrada em maio de 2007. A expectativa é de que o Programa Nacional de DST-Aids incorpore a versão nacional do remédio tão logo os primeiros lotes estejam disponíveis.

“Esta é uma resposta para comentários de que o Brasil não tinha condições de produzir o remédio”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A fabricação do Efavirenz pela Fiocruz estava prevista para meados deste ano, mas problemas no preparo da matéria-prima provocaram um atraso no cronograma. Na semana passada, com a aprovação de testes de biodisponibilidade e bioequivalência – essenciais para a fabricação do genérico -, o processo para o registro do medicamento foi iniciado.

Agora, a agilidade vai depender da análise de pedido de registro, sob responsabilidade da Anvisa. Como é de interesse público, o processo terá prioridade na avaliação. Os estoques do genérico indiano do Efavirenz duram até meados de 2009. A idéia é que, terminado o estoque, a Fiocruz possa abastecer toda a demanda nacional.

Temporão ainda não fala de preços. Porém, ele afirma que o genérico do Efavirenz terá um custo “competitivo” com o medicamento que hoje é importado da Índia. O preço do medicamento da Fiocruz, disse o ministro, será infinitamente menor do que o remédio de marca, produzido pela Merck.





Pnad 2007: mais brasileiros estão realizando o sonho de ter a casa própria

18 09 2008

 RIO – Mais brasileiros estão conseguindo realizar o sonho da casa própria, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Além do número de domicílios particulares permanentes, ter alcançado 56.344 mil unidades em 2007, 1 734 mil unidades a mais que no ano anterior, o estudo observa que a quantidade de domicílios próprios aumentou sua participação em 0,7 ponto percentual, destacando-se o percentual de imóveis quitados, cuja participação representou 69,8% do total.

Em todas as regiões, houve crescimento de domicílios próprios quitados, sendo a Região Sudeste a que apresentou o maior aumento do total de unidades (664 mil), e a Região Norte a que apresentou o maior crescimento da participação desta condição de ocupação, um aumento de 2,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior. É, também, a Região Norte, a que apresenta a maior parcela de domicílios próprios já quitados (77,9%).

- Está diminuindo o número de pessoas que moram juntas em uma mesma família, o que aumenta a quantidade de domicílios. Também houve aumento da quantidade de imóveis próprios, em especial dos quitados, o que pode ser um reflexo da melhora da renda – avalia o pesquisador do IBGE William Kratochwill.

Já os domicílios em aquisição, cedidos ou classificados em outra forma de ocupação reduziram suas participações em 0,2, 1,0 e 0,1 pontos percentuais, respectivamente. Estes últimos apresentaram reduções não só em participação no total, mas também em termos do número absoluto de unidades.

No Brasil, de forma geral, caiu o número de domicílios com quatro ou mais moradores. Somente a Região Norte do País não seguiu essa tendência, mantendo o percentual de domicílios com seis moradores e elevando o de domicílios com cinco pessoas e também o daqueles com sete, alcançando 14,7% e 4,3% do total, respectivamente.

Por outro lado, as Regiões Sul e Centro-Oeste mostraram que, apesar da concentração na existência de domicílios com dois, três e com quatro moradores, os domicílios com apenas um morador registraram crescimento de 1,0 ponto percentual, alcançando 1 094 mil domicílios, na primeira; e de 1,7 ponto percentual, alcançando 540 mil domicílios na segunda.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

Postado por Erismar Carvalho, às 10h56.





Lula defende união gay e afirma que hipocrisia sobre o tema deve acabar

18 09 2008

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (17) em entrevista à TV Brasil que é a favor do casamento gay. “Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária. Constroem uma vida juntos, trabalham juntos e por isso eu sou favorável”, afirmou. 

Lula disse também que o governo pode mudar as regras de empréstimo por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) caso haja redução no crédito internacional. “Na hora em que ele [crédito] rarear, nós vamos ter inclusive que mudar as normas do BNDES para que ele possa aumentar o volume de dinheiro emprestado”, disse.

O presidente também afirmou que a estatal que será criada para gerir o pré-sal será uma empresa pequena, nos moldes da que existe na Noruega. “Quando nós falamos em empresa estatal, nós não queremos criar uma outra Petrobras”, afirmou. Veja, a seguir, trechos da entrevista: 

Casamento gay

“Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária. Constroem uma vida juntos, trabalham juntos e por isso eu sou favorável. Por isso, eu acho que nós temos que parar com esse preconceito. Que cada ser humano viva sua vida do jeito que bem entender, desde que não moleste a vida dos outros.” 

Fonte: http://g1.globo.com/

Postado por Erismar Carvalho, às 10h47.





A sorte do Brasil

18 09 2008

Quando os tucanos eram instados a opinar sobre o crescimento econômico no governo Lula e os resultados de 8 anos de governo federal deles, eles justificavam a enorme diferença pela ausência de crise internacional.

Eles, professoralmente nos ensinavam, que a crise da Rússia ou da Tailândia, não permitiu fazer melhor. Fingiam ignorar que por algum motivo quando a crise estourava em algum lugar tão distante, imediatamente Brasil entrava em parafuso. O motivo disto era simples: poucas reservas cambiais, alto déficit público, fracas exportações, juros estratosféricos e dívida pública e privada de quase 60% do PIB. Resultado: Brasil era o elo fraco e, a menor ventania em qualquer lugar, o pânico batia aqui.

Em 2002 diziam que viraríamos uma Argentina em bancarrota se Lula ganhasse as eleições, e nos deixaram um Brasil quebrado (inflação+desemprego+endividamento+carga tributária escorchante+juros elevados+FMI).

Hoje estamos perante uma crise maior do sistema financeiro e da principal economia do mundo. A crise atinge conjuntamente os Estados-Unidos e a Europa. Ambos a beira da recessão e do desmoronamento do sistema bancário e financeiro, que para ser evitado exigirá sugar uma boa parte da riqueza dessas nações para preservar as principais instituições do sistema.

Evidentemente que acabaremos sentindo o impacto de tamanho “tsunami” financeiro. O fato porém é que o governo do presidente Lula sobe pôr o Brasil ao abrigo, na base do trabalho perseverante para consolidar os fundamentos de uma economia sadiamente ancorada no equilíbrio de suas contas, tendo reduzido o endividamento, hoje um pouco acima de 40% do PIB; tendo assegurado reservas cambiais consistentes e uma moeda estável sem inflação, além de um crescimento que combina expansão do mercado interno, investimento público e privado, aumento da produtividade e superávits consistentes.

Agora os professores estão calados.

A, sim, estava esquecendo, o problema não é mais o Lula, o problema é o PT.

Por Luis Favre

Fonte: http://blogdofavre.ig.com.br/

Postado por Erismar Carvalho, às 10h35.





Inter Press Service concede a Lula Prêmio ao Sucesso Internacional

18 09 2008

Por Thalif Deen

Nações Unidas, 17/09/2008, (IPS) – O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai receber o Prêmio ao Sucesso Internacional 2008, da agência de notícias Inter Press Service (IPS), por sua luta em favor do comércio justo e da igualdade econômica para o mundo em desenvolvimento.

A decisão de premiar o Presidente Lula foi tomada pela Junta de Diretores da IPS, presidida por Federico Mayor Zaragoza, ex-diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A entrega do prêmio acontecerá a sede da Organização das Nações Unidas em Nova York no próximo dia 22, antecedendo o segmento de alto nível da 63ª Assembléia Geral da ONU, para a qual se prevê a presença de mais de 150 líderes mundiais. O diretor-geral da IPS, Mario Lubetkin, atribuiu vários motivos para a decisão. “Reconhece-se no Presidente Lula o êxito de milhões de brasileiros terem escapado da pobreza”, disse Lubetkin. “Também o homenageamos por ter encabeçado uma campanha internacional contra a pobreza e a fome, que ajudou a mobilizar o apoio de outros líderes mundiais e de organizações internacionais”, acrescentou.

O Presidente Lula foi eleito em outubro de 2002 com cerca de 53 milhões de votos, e reeleito quatro anos depois com 58 milhões. Lubetkin disse que o mandatário brasileiro articulou as necessidades, os desejos e as visões dos países do Sul global e que chamou a atenção para o comércio justo, o multilateralismo, a globalização e, mais recentemente, sobre a crise alimentar e energética. “Como veterana agência de notícias do mundo em desenvolvimento, nos honra premiar o Presidente Lula”, acrescentou Lubetkin.

O Prêmio ao Sucesso Internacional da IPS foi criado em 1985 para homenagear jornalistas e líderes mundiais por sua contribuição para a paz, os direitos humanos, o poder de gênero, a governabilidade e a eqüidade social e econômica. Entre os já receberam este prêmio estão a ex-primeira-dama da África do Sul Graça Machel; a ex-primeira-dama da França Danielle Mitterrand; os ex-secretários-gerais da ONU Boutros Boutros-Ghali e Kofi Annan; o ex-presidente da Finlândia Martti Ahtisaari, e o Chamado Mundial de Ação contra a Pobreza (GCAP).

Fonte: http://www.mwglobal.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=4145

Postado por Erismar Carvalho, às 10h27.