Fórum Social Mundial 2010 acontece de 25 a 29 de janeiro, em Porto Alegre

24 11 2009

As celebrações dos 10 anos de aniversário do Fórum Social Mundial (FSM) terão início na cidade onde tudo começou: Porto Alegre. A capital gaúcha e sua região metropolitana serão sede do Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre, entre os dias 25 e 29 de janeiro de 2010. O evento inicia com a tradicional Caminhada de Abertura no dia 25 e debates ao longo dos outros quatro dias, com atividades culturais à noite.

Mas este será apenas o primeiro dos vários eventos já programados para todo o próximo ano, já que o FSM 2010 terá um formato descentralizado e permanente, com eventos em todo o mundo que deverão ter a crise global como tema comum.

Entre as atividades já programadas para o evento da Grande Porto Alegre, acontecerá o Seminário Fórum Social Mundial 10 Anos, organizado pelo Grupo de Apoio ao Fórum Social Mundial. O evento reunirá convidados/as de várias partes do mundo para debates de avaliação e perspectivas sobre o processo FSM.

Voltada para lideranças de redes e movimentos sociais, representantes dos comitês organizadores dos fóruns e intelectuais identificados com o espaço, a atividade pretende contribuir com a definição dos rumos que o processo deverá percorrer. Será um espaço de reflexão não só sobre a experiência passada do FSM, mas principalmente sobre seu futuro.

História – Desde seu nascimento, em 2001, em contraposição ao Fórum Econômico Mundial realizado anualmente em Davos, na Suíça, o Fórum Social Mundial constituiu-se como uma importante iniciativa de mobilização e articulação da sociedade civil global.

De lá pra cá, desempenhou um papel central contra o “pensamento único”, dialogando com o nascente movimento altermundialista e oferecendo um rico espaço de troca de experiências, construção de campanhas e debates de alternativas aos problemas sociais em nível global.

Ao longo destes 10 anos, o FSM deixou de ser apenas um evento e transformou-se em um processo de escala global. Além dos encontros mundiais, que desde 2004 (Mumbai, Índia) alcançaram outros países e continentes, são inúmeros os eventos locais, nacionais e temáticos que hoje fazem parte desse processo. Como primeiro evento da celebração de sua primeira década, o Fórum Dez Anos Grande Porto Alegre cumprirá o importante papel de estimular e impulsionar o FSM 2010 em todo o mundo.

Organização
– O evento está sendo organizado por entidades da sociedade civil gaúcha com o apoio dos governos dos sete municípios onde ocorrerão as atividades (Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e Sapiranga).

O comitê gaúcho de organização do Fórum Social Mundial deve formalizar na próxima semana os convites para que chefes de Estado da América do Sul participem do evento em 2010.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já confirmou presença. No início da semana, sua assessoria pré-agendou sua vinda no dia 28 de janeiro, quando deve participar de um debate com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, da Argentina, Cristina Kirchner, do Equador, Rafael Corrêa, e do Chile, Michele Bachelet.

“Estamos chamando líderes que tenham alguma ligação ou representatividade das ideias defendidas no FSM”, explica o presidente da CUT-RS e representante do comitê local do FSM, Celso Woyciechowski. Ele acrescenta que, caso José Mujica, candidato do Partido da Frente Ampla, vença o segundo turno das eleições no Uruguai na próxima semana, ele também será convidado.

Woyciechowski informa que os preparativos para o FSM 2010 estão sendo finalizados. “Temos quase 70% de estrutura pronta”, calcula. O site com a programação do FSM, onde as inscrições para o evento poderão ser feitas, está sendo finalizado pela Procempa e deve entrar na rede até o final da próxima semana.

Ele destaca que os arranjos firmados com as prefeituras já estão encaminhados e a comissão trabalha agora para ajustar questões finais, como a escolha de convidados. Até agora, os nomes de Leonardo Boff, Boaventura Souza Santos, Arundhati Roy, Naomi Klein, Suzan Goerge, David Harvey, Immanuel Wallerstein, Blanca Chancoso e Walden Bello estão na lista do seminário principal de avaliação dos 10 anos de FSM.

Atividades descentralizadas – Em Porto Alegre, cidade que recebeu o Fórum nas três primeiras edições e em 2005, os seminários irão acontecer na Assembleia Legislativa e na Usina do Gasômetro, nos armazéns 6 e 7 do Cais do Porto. O espaço físico da Câmara Municipal também deve ser aproveitado.

As feiras e os estandes da economia solidária devem ficar dispersos pela cidade. Os shows de abertura e fechamento do FSM irão acontecer na Capital, no Anfiteatro Pôr-do-Sol e estão sendo organizados em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.

Em Sapiranga, acontecerão os debates sobre educação. Canoas sediará a Feira Mundial da Economia Solidária, mas também dará espaço a atividades culturais, como oficinas de hip-hop. Em São Leopoldo, acontecerão os seminários com as temáticas Direitos Humanos, Políticas Sociais, Gênero e Juventude, além de discussões sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

As cidades de Novo Hamburgo e Gravataí receberão, respectivamente, o Acampamento Internacional da Juventude e a Plenária da Marcha Mundial das Mulheres.

Fonte: FSM e Jornal do Comércio





Comissão do Senado aprova projeto do adicional por risco de vida

24 11 2009

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou na quarta-feira, dia 18, por unanimidade, o projeto de lei nº 220/2009, que regulamenta o pagamento de adicional de risco de vida para os vigilantes e outras categorias. A proposta, de autoria da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que redefine os critérios para caracterização das atividades ou operações perigosas (de risco), já foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

Agora, há um prazo de cinco sessões para que sejam apresentados recursos pedindo a apreciação do projeto no plenário do Senado. Se não houver recursos, o texto será remetido à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de sancionado, o projeto deve ser regulamentado pelo Ministério do Trabalho.

O ministro, Carlos Luppi, comprometeu-se, durante a II Marcha dos Vigilantes, em outubro, a normatizar a proposta assim que ela se tornasse lei. “Vocês, de fato, têm direito ao adicional por risco de vida, porque o risco a que a função a que vocês são submetidos é real”, declarou o ministro durante encontro com os vigilantes.

Para defender o projeto, o senador Paim argumentou que “os vigilantes, assim como os funcionários dos Correios, salva-vidas, vigias e seguranças privados exercem suas atividades sob condições de risco; principalmente os três últimos, por estarem sujeitos a disparos de armas de fogo”. Segundo o senador, “não assegurar o adicional de periculosidade a esses profissionais seria injusto, pois estaríamos tratando diferentemente trabalhadores expostos a riscos acentuados no exercício de suas funções”.

Autora do projeto, Grazziotin comemorou a aprovação de sua proposta pela CAS: “A aprovação no Senado demonstra que estamos avançando no projeto e, ao mesmo tempo, que se trata de uma proposta justa, pois temos que resgatar os direitos dos vigilantes, expostos constantemente ao perigo”, declarou.

O presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes, José Boaventura Santos, lembrou que a aprovação do projeto é fruto da mobilização da categoria. “Além disso, a contribuição de parlamentares comprometidos com os vigilantes foi fundamental para que chegássemos até essa conquista”, disse, destacando o empenho da deputada Vanessa e do senador Paim.

Fonte: CNTV





Contraf/CUT e Caixa retomam debate sobre reestruturação do PCC nesta quarta

24 11 2009

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) voltam a se reunir com a Caixa Econômica Federal nesta quarta-feira, dia 25 de novembro, das 14h30 às 17h, em Brasília (DF), para tratar dos desdobramentos da campanha salarial 2009 e da retomada da mesa permanente de negociações. Estará em debate a reestruturação do Plano de Cargos Comissionados (PCC). Também será discutido o processo de promoção por mérito de 2009 do Plano de Cargos e Salários (PCS).

Além desses itens, serão abordados os descontos dos dias não-trabalhados nas greves de 2007 e 2008.

A reunião da CEE/Caixa para preparar o encontro com a empresa está marcada também para o mesmo dia, às 11h, na sede da Fenae.

Fonte: Contraf-CUT, com Fenae





O poder econômico das cidades brasileiras

24 11 2009

Um estudo da consultoria Price Waterhouse, demonstra que São Paulo poderá subir quatro posições no ranking das cidades mais ricas do mundo, tornando-se a sexta metrópole até 2025. Mais sete capitais brasileiras – Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Fortaleza e Salvador – também podem estar entre as 150 maiores.

Outro índice, elaborado pela GaWC – Globalization and World Cities Study Group & Network, entidade sediada em Loughborough no Reino Unido, classifica as megalópoles em três categorias: alfa, beta e gama, de acordo com sua importância relativa. São Paulo e Rio de Janeiro são as representantes brasileiras, classificadas respectivamente no primeiro e segundo grupo.

Motivo de orgulho para alguns e de desespero para outros. Prefeitos e governadores sentem-se vitoriosos pelos rankings. Já a maioria das pessoas que vivem nessas cidades se preocupa com a qualidade de vida cada vez mais escassa nestes grandes centros.

Insegurança, carência de leitos hospitalares, escolas, moradias e saneamento básico, convivendo com shoppings de luxo, hospitais de ponta, escolas de primeiro mundo e condomínios que se assemelham a fortalezas. Trânsito de gente, celulares e carros. Congestionamentos medidos em dezenas ou centenas de quilômetros, como nas infernais manhãs e fins de tarde paulistanas.

Aeroportos de grande porte, bolsa de valores influente, infra-estrutura de comunicações, sedes de grandes multinacionais, milhões de habitantes, influência econômica, museus e eventos internacionais são alguns dos critérios necessários para que uma cidade seja considerada global.

A economia destas cidades tem sua espinha dorsal na oferta de serviços. Instituições financeiras, agências de publicidade, operadoras de telefonia celular, provedores de internet, shoppings centers, restaurantes, escolas, universidades e centrais de telemarketing, são alguns exemplos.

Seus habitantes demandam por serviços cada vez mais customizados, em horários no mínimo inusitados. Ginástica e supermercado na madrugada, exames laboratoriais no domingo, o almoço trocado pelo salão de beleza.

Aos que desejam dar adeus à vida corporativa, o momento é propício aos empreendedores que desejam abrir um negócio no médio prazo, aproveitando o crescimento das cidades e as crescentes demandas de seus moradores.

Os aspectos demográficos – mais mulheres no mercado de trabalho, casais sem filhos, pessoas morando sozinhas, profissionais de meia-idade com mais recursos e tempo disponíveis, idosos vivendo mais e melhor – abrem segmentos de mercado lucrativos e ainda mal explorados.

Sustentabilidade, créditos de carbono, terceiro setor, reciclagem e terapias alternativas, por exemplo, sugerem negócios criativos, inovadores e diferenciados. A tecnologia da informação, cada vez mais disponível, acessível e compreensível, baseada em modelos abertos e colaborativos, provê a base para estes novos empreendimentos.

Oportunidades e ameaças conviverão lado a lado nos próximos quinze anos aos habitantes dessas cidades. Aos que apreciam a adrenalina, o requinte e a oferta de produtos e serviços de grandes cidades, não precisarão mais viajar à Nova York, Madri, Chicago, Tóquio, Paris, Londres ou Milão.

Aqueles que preferirem uma vida mais tranqüila, podem ainda escolher a calma de uma cidade do interior. Brisa, chafariz, banco de praça e sorveteria provavelmente ainda estarão por lá em 2025.

Fonte:  http://www.administradores.com.br/artigos/o_poder_economico_das_cidades_brasileiras/36020/





O apagão da oposição favorece mais o candidato do governo do que o próprio governo

24 11 2009

Por Celso Ming, Agência Estado

Até muito recentemente, os analistas políticos recitavam um mantra: “Nem o presidente Lula conseguirá eleger um poste.”

Com isso, pretendiam lembrar que alta popularidade não garante transferência de votos, seja a quem for. Seguia-se que o candidato do presidente Lula teria de ter alguma luz própria para que não dependesse só da energia presidencial.

A ministra Dilma Rousseff nunca participou de uma eleição. Sua força nas urnas é desconhecida. Em todo o caso, já se sabe que, nesse ambiente pré-eleitoral, conta com pelo menos 20% de preferência nas pesquisas de intenção de voto, como ontem ficou confirmado com mais uma dessas sondagens, a CNT/Sensus.

Como é relativamente desconhecida para o eleitor, reforça-se a hipótese de que o capital eleitoral do presidente, que agora vai ser turbinado com o filme Lula, o Filho do Brasil, está, sim, sendo ao menos parcialmente transferido para a sua pré-candidata. Até onde vai isso é e será motivo para intermináveis discussões entre os especialistas na matéria.

A questão é bem mais profunda do que simples transferência de força eleitoral. É preciso avaliar, também, o quanto do avanço da pré-candidata Dilma Rousseff nas pesquisas não é produto do eclipse eleitoral da oposição.

Já foi dito e repetido nesta coluna que a oposição não tem discurso, não tem bandeira, não sabe o que quer. Ela não discute e não tem opinião formada sobre nenhum assunto importante da República, seja ele as novas regras para o desenvolvimento do pré-sal, a posição a ser tomada nas conferências internacionais sobre o meio ambiente, a guinada em direção à maior participação do Estado na economia, a reforma política, a reforma previdenciária ou a reforma tributária. Há quatro anos, pelo menos, a oposição não consegue sustentar nenhum braço de ferro com o governo. Um a um, os entrechoques políticos se esvaziam ou se transformam em pizza. Os últimos foram a CPI do Mensalão, a Operação Satiagraha, a CPI da Petrobrás e as sinecuras do Senado Federal.

Lá uma ou outra voz identificada com a oposição ao governo Lula de vez em quando faz alguma observação crítica sobre a escalada da gastança federal. Mas não passa disso e morre por aí.

A oposição não só é conivente com a clara deterioração das contas públicas, como, também, concorre ativamente para intensificá-la. Qual foi a posição dos deputados do PSDB e do DEM, os maiores partidos da oposição, na votação do projeto de lei na Câmara Federal que acaba com o fator previdenciário? Ora, foi de aprovação clara e cabal a mais essa disparada no dispêndio público.

O governador José Serra, um dos pré-candidatos da oposição à Presidência da República, bem que ensaia a pregação de que essa política econômica, que supervaloriza o real e mantém os juros na órbita da lua, não presta e tem de mudar. Pode não prestar, mas é um sucesso, o povo gosta e não quer mudança. O povo até voltou a sonhar em ser funcionário público. De mais a mais, se não presta, foi a política montada pelo governo Fernando Henrique, do qual Serra fez parte. E, se tem de mudar, qual é a opção melhor a ser proposta pelo pré-candidato José Serra?

O apagão da oposição favorece mais o candidato do governo do que o próprio governo.

Confira – Virou – Depois de 11 meses de queda ininterrupta, a arrecadação do governo federal em outubro aumentou 0,9% (descontada a inflação) em relação a outubro de 2008. O gráfico mostra como evoluiu mês a mês a receita no período de 12 meses.

(Agência Estado)





Acelerada, economia do Nordeste atrai grandes empreendimentos

24 11 2009

Por Shirley Ribeiro

Valor Econômico, de Vitória/ES

Os empreendedores do setor de shopping centers seguem com rigor a indicação das pesquisas de mercado e essas, atualmente, têm apontado a direção Nordeste como o rumo certo para bons negócios. A ampliação do poder de compra das classes C e D combinada com a maior capacidade de atração de indústrias são fatores que têm acelerado a economia nordestina, com efeito palpável no comércio.

“Estamos registrando taxas de crescimento de vendas com índices chineses”, diz Sérgio Gomes, do grupo cearense North Empreendimentos. “Em maio de 2009, os shoppings venderam 18% a mais do que no mesmo mês do ano anterior. Em junho essa taxa foi de 16%. Na média do ano, estamos com crescimento de 8% e isso pode ser superado se o Natal ficar dentro das expectativas”, afirma. O grupo administra, atualmente, três shoppings na região metropolitana de Fortaleza.

Para o presidente do Grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, que comanda uma das mais bem-sucedidas carteiras de shoppings do Nordeste, esse aquecimento é resultado, também, do trabalho desenvolvido pelos empreendedores e lojistas nos últimos anos. “Hoje temos um setor mais profissionalizado, que utiliza as ferramentas de marketing com eficiência e oferece para o consumidor o que há de melhor no segmento de shoppings. Por isso, não ocorreu desaceleração nesse segmento no Nordeste em função da crise, e nós continuamos a crescer”, diz o empresário.

O presidente da Associação dos Lojistas de Shoppings do Estado do Ceará (Alshop), Abílio do Carmo, diz que os números são bons e vão ficar ainda melhores. “Eu não tenho dúvida sobre o potencial de crescimento de shoppings no Ceará e também em outros Estados do Nordeste. A classe C, que sempre foi muito grande na nossa região, melhorou de vida e foi às compras. E os shoppings são a melhor opção, porque são modernos, concentram muitas lojas e oferecem lazer”, analisa o dirigente. De acordo com ele, ainda há potencial para a instalação de novos empreendimentos na Grande Fortaleza, principalmente nos municípios de Eusébio e Aquiraz. “Os lojistas estão prontos para investir. É só abrir o shopping”, garante.

O sucesso dos shoppings nordestinos impulsiona novos investimentos nas capitais e também em algumas cidades do interior e do litoral. Entre 2009 e 2012 serão inaugurados ou expandidos mais de dez, incluindo dois de grande porte que serão âncoras da criação de bairros em Salvador e São Luis. Sobre a oportunidade de novos investimentos, Paes Mendonça reforça a visão de que é preciso ter eficiência. “O mercado de shoppings é como coração de mãe, sempre cabe mais um. Mas isso não significa que todos darão resultados. Serão bem-sucedidos aqueles que forem adequados à demanda e souberem trabalhar para atender o público certo.”

Os planos do Grupo JCPM confirmam que há, sim, bastante espaço para novos investimentos. “Estamos construindo o nosso segundo shopping em Salvador, além de fazer investimentos na requalificação e modernização dos que já temos no Recife e em Aracaju. Outro plano é construir no Recife um shopping tão moderno quanto o Salvador Shopping”, resume Paes Mendonça. O Norte Shopping, novo empreendimento do grupo na capital baiana, será inaugurado até novembro de 2010, nas imediações do aeroporto, com uma área bruta locável de 41,4 mil metros quadrados.

O grupo North também não para de investir, encorajado pelos resultados do último investimento – o Via Sul, inaugurado em dezembro de 2008, em Fortaleza. “Estamos investindo na expansão do Shopping Maracanaú, que incorporamos em 2003, e na remodelação do Shopping Caruaru, que acabamos de adquirir”, conta Sérgio Gomes. Segundo ele, o Maracanaú terá sua área triplicada e vai se consolidar como shopping regional, atendendo a consumidores de diversas cidades no entorno da capital.

O projeto de investimento no empreendimento adquirido em Caruaru, cidade a cem km de Recife, já começou com o lançamento das promoções de Natal. “Há um grande potencial não explorado na cidade. Não tem nenhum cinema funcionando, por exemplo. Então, vamos colocar três salas de cinema modernas, lojas âncoras inéditas na região e opções de lazer”, antecipa o empresário. Ao mesmo tempo, o grupo tira do papel o projeto do Fortaleza Fashion Mall, primeiro shopping de atacado do Ceará. “Fizemos o lançamento no dia 7 de novembro e já temos 40% dos espaços vendidos”, diz Gomes, acrescentando que a previsão é de que seja inaugurado ainda no primeiro semestre de 2010.

Entre os diversos investimentos planejados para inflar o setor de shoppings do Nordeste, dois se diferenciam por representarem um conceito ainda novo na região: o empreendimento de uso misto, no qual os shoppings são âncoras de novos bairros.

O grupo Sá Cavalcante escolheu São Luís para realizar seu primeiro empreendimento misto no Nordeste. “A base do investimento é o Shopping da Ilha, que será o maior do Maranhão e terá lojas-âncora inéditas, como a Renner, a Centauro e a Etna”, afirma Leonardo Cavalcante, diretor-superintendente da SC2, empresa do grupo que administra a área de shoppings.

No entorno do shopping, implantado em uma área de 176 mil metros quadrados e com previsão de inauguração para abril de 2011, será construído um complexo imobiliário com 1.600 apartamentos e 2.900 salas comerciais. Localizado na avenida Daniel la Touche, que nos últimos anos tem se transformado em um corredor comercial, o empreendimento está com 70% da área de lojas já comercializados. “Tivemos uma receptividade muito boa para o shopping, o que confirma a nossa expectativa”, acrescenta o executivo.

Em Salvador, a iniciativa é do grupo JHFS, um dos pioneiros nesse tipo de investimento no Brasil. O Horto Bela Vista ocupará uma área de 340 mil metros quadrados, com 19 torres residenciais e três comerciais, um hotel, centro de convenções, uma escola e o Shopping Bela Vista. “Um dos fatores que nos levaram a investir em Salvador foi ter encontrado um parceiro local, experiente na área de shoppings, o Grupo Euluz, interessado em integrar o nosso projeto”, observa Robert Bruce Harley, diretor-executivo de shoppings da JHFS.

A primeira fase do projeto, que engloba cinco torres de apartamentos e o shopping, foi lançada em outubro do ano passado e cerca de 70% das unidades residenciais já foram comercializadas. O Shopping Bela Vista terá 57 mil metros quadrados de área bruta locável, sendo que na primeira fase, a ser inaugurada em 2011, contará com 200 lojas.

(Blog do Favre)





Gilberto Dimenstein e a reescritura da história

24 11 2009

Segundo Dimenstein, “FHC é padrinho de Lula”.

O Lula, segundo Dimenstein, “pegou a inflação baixa” (inverídico: a meta de inflação do BC em 2002 era de 3,5% e a inflação foi de 12,5%).

Ainda segundo Dimenstein, Lula pegou “um país em rota de crescimento” (inverídico o PIB só entrou em rota de crescimento em 2004. 2002 foi 1,9% e 2003 0,5%, ou pelo novo método de calculo 2,7% e 1,1%. Passando em 2004 a 5,7%*).

“As bases do Bolsa-família em andamento” acrescenta o jornalista da Folha, Comparando três programas desconexos (a Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e o Vale Gás) e de pouca abrangência, com o Bolsa-família -batizado de Bolsa-esmola pelos tucanos- que atingem 44 milhões de brasileiras e brasileiros.

Por último, vejam só “As finanças públicas tinham passado por medidas importantes como a lei de responsabilidade fiscal.”, certo. Aqui é o silêncio do jornalista é que grita sua parcialidade. Lula herdou o maior socorro jamais fornecido pelo FMI a um país em crise, com reembolsos pesados, uma dívida externa gigantesca (a dívida pública passou, de 30,2% do PIB, em 1994, para 55,9% do PIB, em 2002. A dívida interna aumentou de 30% para 60% do PIB**). Um país sem Reservas nenhuma e com balança comercial por anos deficitária. Juros estratosféricos (A média da taxa de juros real foi de 21,4%, no período de 1997 a 1999; de 15,8%, no período de 2000 a 2002**) e carga tributária escorchante (Em 1994, a carga tributária era de 28,6% do PIB; em 2002 ela estava 35,8%)**.

Finalmente, não sei o que é pior, se é essa reescritura da história, ou o insulto da afirmação que os que não pensam como Dimenstein, seriamos “desequilibrados”. Ou seja, a maioria dos brasileiros não estariam sendo equilibrados na rejeição à era FHC. Quanta pretensão e arrogância! Quanto desprezo pelo julgamento político da população.

Para Dimenstein Lula é hábil, sortudo, esperto. Sua inteligência, vejam vocês, é essencialmente ter continuado FHC. O “Farol de Alexandria” -dixit PHA- é a luz que balizou o caminho do barbudo.

Lula “é o cara” para o Brasil e o mundo. Mas o herói da história de Dimenstein, é FHC.

É o que ele chama de “equilíbrio”.

LF

A seguir a “Pensata” de Gilberto Dimenstein

“Leio análises falando que um dos pontos vulneráveis de José Serra –e teria aparecido na mais recente pesquisa mostrando a subida de Dilma Roussef– é Fernando Henrique Cardoso, com alta taxa de rejeição. Por isso, o ex-presidente seria escondido na campanha. A verdade é que, por outros motivos, FHC é o grande padrinho de Lula –qualquer pessoa com um mínimo de equilíbrio terá de concordar com isso.

Em essência, o governo Lula é a continuidade da gestão anterior –e aí está um dos pontos mais inteligentes do presidente. Ele pegou a inflação baixa, um país na rota do crescimento, as bases de seu mais importante programa social em andamento (o Bolsa Família). As finanças públicas tinham passado por medidas importantes como a lei de responsabilidade fiscal.

Lula soube aprimorar o que recebeu. Radicalizou a política social, manteve as bases econômicas. Para completar, além da sorte com a descoberta do pré-sal, passou por uma época de crescimento mundial –com exceção dos últimos 12 meses. Não herdasse o que herdou, teria muito menos condições de angariar um prestígio tão grande.

É tolice não reconhecer a habilidade de Lula e seu extraordinário pragmatismo. Mas é tolo não reconhecer que FHC é seu grande padrinho, cuja alta taxa rejeição faz parte daquelas injustiças –mas será reparada pela história.”

** Os dados são do artigo PLANO REAL, DÍVIDA PÚBLICA E CARGA TRIBUTÁRIA

(Blog do Favre)





As mudanças que virão na mídia

24 11 2009

A Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que está ocorrendo em vários estados, é uma ruptura com o modelo atual de mídia. Não será propriamente resultado da Confecom, mas das mudanças que ocorreram nos últimos anos na tecnologia e no mercado publicitário.

Desde fins dos anos 60, montou-se um modelo de cartelização no mercado publicitário que impediu o crescimento de mídias de fora do cartel – incluindo a mídia do interior.

Nesse período, consolidam-se as agências de publicidade e o que se poderia chamar de mídia técnica, seguindo o modelo norte-americano. De cara, duas empresas se destacaram na profissionalização das relações com o mercado publicitário: a Editora Abril e o sistema Globo.

Com o tempo, formou-se uma aliança espúria, que acabou prejudicando outras mídias e os próprios anunciantes. Criou-se um modelo de remuneração das agências baseado no volume de publicidade que carreasse para cada um dos dois grupos de mídia: o chamado Bônus de Veiculação, que seria proibido em qualquer país com o mínimo de respeito às normas do direito econômico.

Com o tempo outros veículos se organizaram – como o Estadão, a Folha, outras redes de televisão -, conseguindo beliscar uma parte do bolo publicitário.

Esse jogo consolidou-se em torno se dois instrumentos complicados – e que terão que ser devidamente. Um, o IBOPE e seus índices de audiência. Outro, o IVC (Instituto de Verificação de Circulação).

Nesses anos todos, o IBOPE tornou-se o aferidor único de audiência. Cada ponto a mais ou a menos nas audiências medidas significa rios de dinheiro para o vencedor. A importância da medição do IBOPE é tamanha que os concorrentes da Globo teriam todo o direito de pedir acompanhamento constante das medições e auditorias periódicas.

A outra ferramenta – para a imprensa escrita – é o IVC. O Instituto recebe as informações dos veículos e não costuma fazer auditoria. Em pelo menos dois casos – Veja e Folha – há inúmeros relatos de assinantes que continuaram recebendo mesmo depois de não renovarem a assinatura.

Esses dois institutos consolidaram a relação agências-veículos, fornecendo os argumentos para que os anunciantes fossem convencidos a concentrar as verbas em poucos grupos.

Deixou-se de lado a mídia técnica e consolidou-se a cartelização com os BVs.

Agora, o jogo muda. Já há algum tempo, grandes anunciantes tinham percebido esse jogo e tirado o poder de distribuição das verbas das mãos das agências. O advento da Internet, além disso, mostrou claramente a resistência das agências tradicionais em migrar para as novas mídias, levando ao aparecimento de novas agências especializadas e fora do cartel.

Finalmente, a decisão da Secretaria de Comunicação da Presidência de definir preços de veiculação na mídia regional criou parâmetros para que os anunciantes privados em breve migrarem para cardápios publicitários mais variados.

Nos próximos anos o novo poder das comunicações será, de um lado, das companhias telefônicas. De outro, o fortalecimento das mídias alternativas – imprensa fora do eixo da velha mídia, blogs, sites, mídia corporativa.

(Ultimo Segundo)





I Seminário Nordestino de Software Livre Para Gestão Pública Municipal

24 11 2009

O Ceará vai ser sede, a partir das 19 horas da próxima quinta-feira, 26, do I Seminário Nordestino de Software Livre Para Gestão Pública Municipal . O evento vai se estender até o dia 29, no Hotel Parque das Fontes, no município de Beberibe.

Durante os quatro dias de conferências e debates, especialistas e técnicos na área de software livre aplicado à gestão dos municípios apresentarão casos de sucesso e discutirão propostas para que as prefeituras possam se adequar ao Programa Nacional de Modernização da Gestão Pública e também às exigências do mundo moderno.

Um dos pontos altos do evento será a apresentação do exitoso caso da cidade de Piraí, do Rio de Janeiro, que foi o primeiro município do País a implantar o projeto Cidades Digital, que revolucionou a vida do município e de seus moradores por meio da internet em banda larga e de softwares livres.

(O Povo Tecnologia)





Ivo Gomes chama Roberto Pessoa de “prepotente” e “arrogante”

24 11 2009

Ao ser entrevistado nesta noite de segunda-feira no programa Jogo Político, da TV O POVO, o chefe de gabinete do governador Cid Gomes, deputado licenciado Ivo Gomes, tratou com certa indiferença a pré-candidatura do prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, ao Governo do Estado. No mesmo dia em que dava entrevista, Pessoa era alvo de festa durante a inauguração da nova sede do PPS, que confirmou aliança com o PR para 2010.

“Eu não acho nada!”, disse Ivo Gomes, não dispensando farpas. Ele classificou Roberto Pessoa de “arrogante” e ” prepotente” e disse que se o prefeito de Maracanaú for mesmo candidato ” pode esperar que teremos a campanha mais baixa da nossa história”.

Ivo Gomes deu entrevista ao jornalista Fábio Camos, colunista de Política do O POVO, ocasião em que avaliou a possibilidade de uma aliança com o senador Tasso Jereissati. “Essa relação já dura 21 anos e é de muito respeito”. Tergiverosu, no entanto, quando indagado se seria a favor do apoio do PSB à reeleição de Tasso, preferindo observar que “o senador Tasso Jereissati é hoje um político comum”.

Também não poupou o ex-governador Lúcio Alcântara, presidente regional do PR de Roberto Pessoa, ao bater duro na situação das rodovias federais. O Dnit estadual está sob comando de Guedes Ceará, correligionário de Lúcio.

(Blog do Eliomar de Lima)