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Escuridão nas ruas eleva a insegurança em Fortaleza

Na Avenida Heráclito Graça, são vários os postes que estão sem funcionar, nas proximidades das ruas J. Da Penha, D. Leopoldina e Rodrigues Jr

Nos últimos dias, várias avenidas de Fortaleza vêm sofrendo com a ausência de iluminação pública. Diversos postes ao longo de vias como as avenidas Heráclito Graça, Duque de Caxias e Desembargador Moreira encontram-se sem atividade.

Na avenida Heráclito Graça, alguns postes estão apagados, na altura das ruas J. Da Penha, D. Leopoldina e Rodrigues Jr. “Vários outros postes seguidos estavam sem funcionar até a semana passada. Vieram consertar, depois que algumas pessoas denunciaram. O problema durou por mais de duas semanas”, afirma o aposentado Antônio Gonçalves, morador das redondezas.

Na avenida Duque de Caxias, no Centro, o problema se agrava. Entre as ruas Solón Pinheiro e Assunção, quatro postes estão apagados, deixando o quarteirão inteiro na escuridão. “Já vai fazer 20 dias. Aqui ficou muito mais perigoso do que era antes. Prejudica as pessoas que trabalham e mesmo os alunos que estudam nos colégios próximos. Uma das escolas chegou a colocar um segurança à paisana aqui na parada para tentar melhorar a segurança”, conta Alzira Ponce, 25, auxiliar de tesouraria.

O vendedor Raimundo Aguiar de Moura, que trabalha na parada, conta que várias pessoas já tentaram ligar para a Companhia Energética do Ceará (Coelce) na busca de solucionar o problema. “Na semana passada vieram ajeitar, acenderam um poste, mas, no outro dia, ele apagou novamente. A caixa subterrânea ainda está aberta. Já fiz a reclamação novamente, mas até agora, nada de novo. Mais pra frente outros postes também começaram a apagar. Parece um efeito dominó. A cada dia um novo se apaga”, comenta.

Ainda na Duque de Caxias, os trechos entre as ruas Senador Pompeu e Barão do Rio Branco e na esquina com a rua Tristão Gonçalves, também apresentam postes sem luz.

A avenida Desembargador Moreira, na Aldeota, também traz uma falha grave na iluminação. Os postes apagados iniciam na altura da Praça Portugal e seguem até o cruzamento com a rua Torres Câmara. A Rua Estefânia Mendes Mota, que dá acesso à Avenida Bezerra de Menezes, no bairro São Gerardo, já sofre com os problemas de falta de iluminação há seis meses. “Aqui sempre acontece muitos assaltos. Existe um canal aqui perto onde os ladrões se escondem e o problema piora porque os postes não possuem a manutenção adequada”, conta Alrian Soares, promotora de merchandising.

Outros pontos da cidade, como as avenidas Engenheiro Santana Jr, Sebastião de Abreu, Leste Oeste e trechos dos bairros Cidade 2000, Conjunto Ceará, Presidente Kennedy, Jardim Iracema e Pe. Andrade também têm postes com problemas.

Consultado sobre a situação, o coordenador de Iluminação Pública de Fortaleza, Alfredo Serejo, afirma que todos os casos são problemas pontuais e já estão sendo resolvidos. “Tivemos grandes problemas com as chuvas nas últimas duas semanas, que atingiram nossos circuitos e causaram danos nos equipamentos elétricos. Isso aconteceu tanto em áreas centrais, como nas periferias, mas não temos uma ordem de prioridade para atender os casos. No entanto, trabalhamos para que todos eles sejam resolvidos”, afirma.

Nas avenidas Heráclito Graça, Duque de Caxias e Leste Oeste, Alfredo afirma que os defeitos surgiram por conta do furto de cabos. “Nesses casos, levamos um tempo maior para resolver, pois deixa de ser uma simples manutenção e passa a ser uma obra pública”, diz, acrescentando que está sendo realizada uma investigação para descobrir os envolvidos no delito.

Alfredo Serejo comenta ainda que a mudança da empresa que controla a iluminação pública da capital não possui relação com as falhas no serviço. Após mais de dez anos sob o controle da francesa Citéluz, a Prefeitura de Fortaleza firmou um contrato emergencial com a Alusa Engenharia, empresa de São Paulo.

O contrato emergencial foi uma alternativa para garantir o funcionamento da iluminação pública, enquanto é definido o próximo responsável pelo serviço. O último edital foi lançado em 8 de agosto do ano passado, mas foi questionado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e pelo Ministério Público do Estado do Ceará, afirmando que o mesmo continha vícios que favorecem a Citéluz.

A própria Citéluz concorreu para a prestação do serviço, que não possuiu edital e recorreu da decisão sobre a contratação da Alusa, que corre o risco de ser suspensa. Como o antigo edital não foi aprovado pela Justiça, a Prefeitura deverá lançar novo processo licitatório neste mês.

(Ranniery Melo, via Diário do Nordeste)

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. Geógrafo e Funcionário da Secretaria de Formação do SEEB/CE. Atua na CCP-Banco do Brasil e CCV-Caixa. Diretor da AESB e Delegado Sindical do SINTEC-CE.

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