
Neymar marcou o primeiro gol e deu uma assistência: seu melhor jogo pelo Brasil
Os protestos que transformaram o Brasil e a Copa das Confederações em um caos despertaram Neymar. Horas depois de postar numa rede social sua indignação com o que está acontecendo no seu país, e dizendo que isso faria ele entrar em campo “inspirado”, o atacante teve sua melhor atuação com a camisa da seleção brasileira.
Ele fez o gol da vitória, deu o passe para o segundo e comandou o time nacional no triunfo sobre o México por 2 a 0, em Fortaleza, pela segunda rodada da Copa das Confederações.
“Também quero um Brasil mais seguro, mais saudável e mais HONESTO”, escreveu Neymar, com a palavra honesto em letras maiúsculas mesmo.
Antes da bola rolar, o Castelão, que custou quase R$ 600 milhões, viu seu sistema de som falhar e tornar quase impossível ouvir os hinos dos dois países. Mas o público, para orgulho de Felipão, cantou o hino brasileiro a plenos pulmões.
Atmosfera perfeita para o Brasil começar bem. E foi o que aconteceu, com Neymar e Marcelo inspirados pelo lado esquerdo do ataque. Aos 4 minutos, Oscar marcou, mas estava impedido e o gol foi anulado pelo juiz inglês Howard Webb.
O México só ameaçava no contra-ataque, e logo no seu primeiro chute, Júlio César, como aconteceu contra o Japão, mostrou insegurança.
Mas a pressão brasileira não demorou para dar resultado. Aos 9 minutos, Daniel Alves avançou pela direita e cruzou. A zaga mexicana cortou, mas o rebote sobrou para Neymar, que de sem pulo bateu forte com a perna esquerda para abrir o placar. Foi o segundo gol do jogador do Barcelona na Copa das Confederações.
A seleção jogava a melhor partida da segunda era Felipão. O goleiro mexicano Corona sofria para não levar o segundo gol. Neymar dava show, como aos 23 minutos, quando driblou dois e chutou forte: a bola passou só um pouco acima do travessão.
Mas o segundo gol não saia, e o calor da capital cearense parece ter cansado o Brasil, que depois dos 30 minutos diminuiu o ritmo.
Se brilhava no ataque, o lateral esquerdo Marcelo era facilmente envolvido pelos mexicanos, e era por esse setor que o rival brasileiro criava suas melhores chances.
O Brasil ainda jogou boa parte dos minutos finais da primeira etapa com um homem a menos, já que David Luiz sofreu um corte no rosto e precisou de longos minutos até que os médicos conseguissem estancar o sangue.
E o que era um massacre no início se transformou em um jogo equilibrado. Segundo as estatísticas da Fifa, o Brasil teve 51% da posse de bola contra 49% do México.
O segundo tempo começou com o barulho das bombas que a polícia lançava para brecar os manifestantes do lado de fora do Castelão. E com outro barulho que começa a virar rotina nesta Copa das Confederações: o pedido da torcida pela entrada de Lucas.
Neymar novamente começou de forma infernal, driblando, chutando e assumindo a responsabilidade de lever o time nas costas.
Com Oscar acontecia o contrário. Novamente apagado, ele foi o primeiro a ser substituído. Aos 17 minutos, Hernanes entrou no seu lugar. Felipão ainda colocou Jô e Lucas, mas só Neymar jogava bem de verdade
E não foi fácil segurar a vitória até o apito final, com o México, que ganhou só um dos dez jogos que havia disputado em 2013, pressionando.
Mas a genialidade de Neymar apareceu antes do jogo terminar. Ele fez jogada espetacular pela esquerda, se livrou de dois zagueiros e tocou para Jô fazer o segundo. O ex-santista foi ovacionado.
A seleção encerra sua participação na primeira fase no próximo sábado, em Salvador, contra a Itália. No mesmo dia, o México pega o Japão.
FICHA TÉCNICA:.
BRASIL 2 X 0 MÉXICO
Data: Quarta-feira, 19 de junho de 2013
Local: Castelão, em Fortaleza
Árbitro: Howard Webb (ING)
Público: 50.733
Cartões Amarelos: Guardado, Herrera e Rodríguez (MEX); Thiago Silva e Daniel Alves (BRA)
Gols: Neymar, aos 9min do primeiro tempo; Jô, aos 48min do segundo tempo
Brasil: Júlio César; Daniel Alves, Thiago SIlva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar (Hernanes); Neymar, Fred (Jô) e Hulk (Lucas)
Técnico: Luiz Felipe Scolari
México: Corona; Flores (Herrera), Moreno, Rodríguez e Salcido; Meier, Torrado (Jimenez), Guardado, Torres e Giovani dos Santos; Hernández
Técnico: José Manuel de la Torre

Dados divulgados pelo Anonymous expõem os últimos endereços da presidente Dilma e quatro apartamentos no nome de Lula, três em São Bernardo do Campo (SP) e outro em Natal (RN), todos declarados à Receita Federal; também alvo dos hackers, o senador Blario Maggi (PR-MT) é um dos mais ricos da lista divulgada, com patrimônio pessoal de mais de R$ 140 milhões; ainda aparecem na lista o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ministro da Fazenda, Guido Mantega
19 DE JUNHO DE 2013
Também tiveram os dados divulgados o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o líder do governo na Casa, Eduardo Braga (PMDB-AM). A lista conta ainda com os ministros Celso Amorim (Defesa), Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Comunicações) e Jorge Hage (CGU). Também aparecem dados do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, so falecido ex-vice-presidente da República José Alencar e dos ex governadores Paulo Souto (Bahia), Ronaldo Lessa (Alagoas), Waldez Góes (Amapá), Jorge Viana (Acre) e Reinaldo Tavares (Maranhão).
Ainda aparece na lista os ex-ministros Marina Silva, Márcio Thomaz Bastos, Patrus Ananias, Walfrido dos Mares Guia, Luiz Marinho, Silas Rondeau, Luiz Furlan, Waldir Pires e Gilberto Gil.
(Brasil 247)

O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, afirmou hoje (19), ao comentar a aprovação da chamado “cura gay“, que tratar a homossexualidade como doença é “mais um dos absurdos cometidos pela chamada de Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados”.
Segundo Damous, o papel do Congresso é propor leis para garantir direitos, não para restringir ou criminalizar o direito à livre orientação sexual. “É lamentável uma proposição como essa justamente no momento em que o país assiste a uma mobilização social capaz de enfrentar práticas fundamentalistas e dar efetividade à defesa e garantia dos direitos humanos”, afirmou.
O chamado projeto de lei “cura gay” foi aprovado, nesta terça-feira, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. De autoria do deputado João Campos (PSDB/GO) o projeto suspende os artigos da Resolução 1/99 do CFP (Conselho Federal de Psicologia).O objetivo da proposta do “cura gay” é autorizar que psicólogos possam propor o tratamento da homossexualidade para seus pacientes. A relatoria ficou a cargo do deputado Anderson Ferreira (PR/PE), um dos defensores da aprovação da proposta.
Antes de seguir para votação em Plenário na Câmara, o texto do projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
(Jornal do Brasil)
Quanto mais forte e ágil a mobilização dos manifestantes que toma o país e chega até ao exterior, maior a perplexidade e as interrogações de autoridades do governo. A falta de uma liderança clara e a existência de uma pauta difusa de reivindicações se alia às ferramentas das redes sociais para consolidar uma onda de protestos imprevisível. A única certeza é a de que a indignação é generalizada e a população se identifica cada vez mais com o que acontece nas ruas.
Mas não são apenas governo e autoridades da segurança que parecem perdidos em meio às palavras de ordem dos ativistas. A própria mídia, com sua incurável mania em rotular e definir fenômenos sociais, atira a esmo, errando muitas vezes o alvo.
O Jornal do Brasil, atento às tendências, decidiu abrir um canal direto com as mídias sociais criando o espaço “Tá nas redes” e mostrando como os ativistas estão se articulando.
A gafe mais clássica talvez tenha sido a de Arnaldo Jabor. Semana passada, em sua crônica no Jornal da Globo, o comentarista questionou o protesto, comparando-o a manifestações criminosas de São Paulo. “Não pode ser por causa de vinte centavos”, decretou, afirmando ainda que a maioria dos manifestantes era de classe média. “Tudo é uma imensa ignorância política. A causa é a ausência de causas. Esses revoltosos de classe média não valem nem vinte centavos”, disparou precipitadamente para, na semana seguinte, após ser massacrado nas redes sociais, voltar atrás em sua coluna na rádio CBN:
“Outro dia eu errei, sim. Errei na avaliação do primeiro dia das manifestações contra o aumento das passagens em São Paulo. Falei na TV sobre o que me pareceu um bando de irresponsáveis fazendo provocações por causa de 20 centavos. Era muito mais que isso”, admitiu.
Mas os erros não param por aí. Numa onda de protestos que já foi batizada como “Revolta do Vinagre”, “Primavera Carioca” e até “Salad Uprising” (Revolta da Salada), não é difícil perceber que aprisioná-la numa única definição é uma tarefa inútil.
Contudo, as tentativas persistem. Em seu blog no site de O Globo, o jornalista Merval Pereira resume de forma imperativa: “Mesmo que as reivindicações sejam várias e muitos cartazes exibam anseios mal explicados ou utopias inalcançáveis, há um ponto comum nessas manifestações dos últimos dias: a luta contra a corrupção.”
O jornalista Reinaldo Azevedo, da Veja, não ficou atrás. Hoje, em seu blog, disparou: “Movimento Passe Livre, chamado de pacífico por certa imprensa, se nega a condenar saqueadores e diz que eles são protagonistas de uma “revolta popular”. E ainda há gente que me pede para aplaudir essa gente! Não há a menor chance de isso acontecer!”, escreveu para depois ser também atacado por ativistas que lembravam as inúmeras pautas de reivindicações que estão nas ruas.
No editorial de hoje da Folha de S. Paulo, intitulado Incógnita nas ruas, o texto destaca cenas isoladas de vandalismo e a mobilização da classe média, para concluir que “…como na marcha de muitas cabeças, em São Paulo, é difícil prever onde esse caudal irá desembocar. Nem os manifestantes sabem.”
Já o Valor faz conjecturas financeiras, alertando que a economia não gosta de incerteza, que os protestos assustam os investidores e que a questão social pode entrar de vez no radar do mercado.
Bem definiu o cientista político e professor da UFRJ Paulo Baía, em entrevista à GloboNews na noite de terça-feira: “Estamos diante de uma coisa nova. Quem tentar fazer comparações e definições estará cometendo um erro.”
(Jornal do Brasil)

SÃO PAULO - Um dos responsáveis por atos de vandalismo na frente da Prefeitura no sexto protesto contra o aumento da tarifa em São Paulo, nessa terça-feira, 18, foi detido e presta depoimento na sede do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic). O universitário Pierre Ramon Alves de Oliveira, de 20 anos, é estudante de arquitetura da FMU. Ele atacou a Prefeitura e ajudou a queimar um carro da Record, segundo a polícia.

Os policiais civis procuram outros quatro amigos de Oliveira, que também teriam participado dos atos de vandalismo. O universitário foi detido por volta das 13h próximo ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. Quando os policiais o abordaram, o universitário ajudava o pai a entregar uma carga de máquinas. Ainda segundo a polícia, além de ajudar o pai na empresa de entregas, Oliveira faz “bicos” como garçom.
Segundo o advogado Antônio de Olim, Oliveira disse que não é ligado a partidos políticos nem ao Movimento Passe Livre. O jovem deverá ser indiciado por dano ao patrimônio, um crime que permite que ele saia da prisão ao pagar fiança. A polícia fez o pedido de prisão temporária para a Justiça, mas não teve resposta até o início da noite.
(Bruno Paes Manso e Breno Pires – O Estado de SP)